Estudo Mercado ERP PortalERP2tEm sua 2ª edição, que coletou dados de outubro de 2016 a janeiro de 2017, de mais de 4 mil empresas, pesquisa revelou números e informações importantes sobre o comportamento do mercado de ERP (Enterprise Resource Planning) no país.

Dados sobre o Mercado de software de gestão empresarial, também conhecidos por ERP’s - sigla para Enterprise Resource Planning, ainda não são conclusivos no Brasil. Por esse motivo, o Portal ERP elabora uma pesquisa anual chamada Panorama Mercado de ERP, onde um número significativo de empresas preenchem um questionário com teor focado neste segmento.

Com base nessa pesquisa - que está em sua segunda edição, através do mapeamento de 4.576 empresas, chegou-se a dados interessantes sobre o cenário do setor. 

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As informações foram coletadas entre os períodos de 28 de outubro de 2016 a 20 de janeiro de 2017, com o objetivo primário de levantamento de dados referente ao comportamento do mercado de ERP no Brasil, no ano de 2016.

A metodologia da pesquisa foi amparada pela visão de 6 dimensões, que são:

  • Quem respondeu ? 
  • De qual empresa ?
  • Quais são os aspectos tecnológicos ?
  • Quais são os aspectos comportamentais ?
  • Quais são os aspectos financeiros ?
  • E qual é a base instalada ?

A compilação das informações nos permitiu avaliar que, grande parte do público que respondeu a pesquisa é em sua maioria, influenciador e decisor, totalizando 82% neste perfil de poder nos assuntos referentes a ERP nas empresas. Com cargos de sócios, diretores e gerentes em 58% dos respondentes.

48% definiram como seu departamento a área de Tecnologia da Informação, sendo 46,6% no estado de São Paulo. Notamos que a regionalização foi diluída nas demais unidades federativas do Brasil, com São Paulo sendo seguida por Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Ceará e a Bahia.

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Para definição do porte das empresas, foram utilizados critérios mantidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e usados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). Neste contexto tivemos um equilíbrio entre microempresas com 26%, médias empresas com 22%, pequenas empresas com 22% e grandes empresas com 20%, ampliando de maneira relevante o raio de visão da pesquisa. Foram catalogadas dentro deste universo, empresas dos mais variados segmentos, de TI, indústrias, serviços e varejo, como os principais respondentes.

Investimento em atualizar versão e ampliar o uso do ERP será o foco

A pesquisa apresentou dados interessantes no que tange a visão acerca de tecnologia das empresas, como qual investimento no uso do ERP será feito prioritariamente nos próximos 12 meses: 

26% das empresas farão a atualização da versão do ERP atual e 18% a implantação de novos módulos, ou seja, para 44% das empresas participantes da pesquisa, totalizando 2.088, estão avaliando investir na melhoria do seu processo de gestão com o uso do ERP.

Análise de dados é a próxima etapa

Quando perguntadas sobre novas tecnologias, 25% das empresas mencionam Big Data ou outras ferramentas de extração e análise de dados como foco principal da empresa no futuro.

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Com a adoção do ERP de forma ampla e com a elevação da maturidade de gestão das empresas, onde o ERP é o motor transacional da empresa e o coração da estrutura tecnológica empresarial, é de forma tranquila que recebemos a confirmação pela pesquisa que as empresas usarão agora seus dados a favor da estratégia e competitividade e a procura por ferramentas de BA (Business Analytics) terá um incremento.

Empresas satisfeitas com seus sistemas

Um dado que chamou a atenção foi o nível de satisfação com as empresas de software de gestão, 77% se dizem satisfeitas ou muito satisfeitas com seu ERP e apenas 163 empresas, menos de 4%, encontram-se insatisfeitas com seu software empresarial.

Sobre a base instalada, obtivemos os seguintes resultados

No quadro dos TOP 10 fabricantes citados na pesquisa tivemos a seguinte participação:

TOTVS com 1.737 empresas e totalizando 38%, Outros ERP’s citados e não catalogados pela pesquisa com 1.258 empresas e totalizando 27%, empresas com desenvolvimento interno, somando 320 empresas e 7% do total da pesquisa, SAP com 218 empresas e 5%, a Mega Sistemas com 131 empresas e 3%, a Sênior Sistemas com 125 empresas e 3% arredondados estatisticamente. A partir de agora as empresas citadas somam 1% cada, Globaltec com 61 empresas, Cigam com 58 empresas, Microsoft com 50 empresas utilizando o Dynamics e a Sankhya com 50 empresas também.

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Desta forma temos o quadro dos TOP 10 com 88% das empresas participantes, somando 4.006 empresas.

A pesquisa não fez a análise do percentual de absorção da carteira de clientes das empresas versus o percentual de resposta. Por se tratar de uma pesquisa aberta e pública, todas as empresas podem se sentir à vontade para incentivar sua carteira de clientes a preencher o questionário.

Desenvolvimento interno

Outro ambiente levantado de grande oportunidade, é o volume de empresas que mantém como seu sistema de gestão, softwares desenvolvidos internamente e que podem e devem migrar no curto prazo para ERP’s desenvolvidos por software-houses. A pesquisa também teve um viés de empresas de TI e TELECOM respondendo o questionário, o que mantém neste número empresas que de fato utilizam e vendem seus softwares.

As informações coletadas trouxeram aspectos interessantes na análise das respostas das empresas sobre o ERP que utilizam e tanto por porte quanto por segmento, destaques que analisaremos agora.

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Uma delas é, quanto menor o porte da empresa maior foram as respostas por desenvolvimento interno, ou seja, as empresas menores estão buscando meios para se informatizarem fora das fabricantes de software de mercado. Também, a maior gama de empresas de TI se posicionaram como desenvolvimento interno, e de porte menor.

Também podemos avaliar que empresas de porte pequena e micro tiveram como OUTROS ERP’s em primeiro lugar como os principais citados, ou seja, sistemas fora da lista dos quase 60 ERP’s catalogados para a pesquisa. Tivemos mais de 320 ERP’s citados na categoria Outros, ampliando assim a diluição do mercado, cada vez mais por conta de especialidade e preço.

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O cenário muda com as grandes empresas, que por sua vez apostam em ERP’s de empresas consolidadas no mercado, por motivos óbvios como: manutenção, atualização e governança corporativa.

Mais aderência e especialização

Esse dado é reforçado por repostas das empresas que afirmam que apenas 15% tiveram seu ERP totalmente aderente ao seu processo e 64% tiveram sim, muitas ou algumas adaptações ao software para atender seu processo de negócio. De forma clara, os sistemas não estão aderentes as regras de negócios dos segmentos, sendo necessária customizações para deixá-lo aptos a suprir as necessidades, aumentando o custo de implantação e de atualização da versão.

Conclusão

Esperamos na 3ª edição, que será lançada em 2017, ampliar ainda mais a visão e as informações sobre o mercado de software de gestão no Brasil e levantar cada vez mais alto a bandeira da importância deste setor para a economia nacional. 

Fonte: Redação, por Marcelo Sinhorini



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