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LGPD: Saiba como a lei vai estimular a robotização de processos

Postado por Carlos Alberto Ferraiuolo, Diretor de Tecnologia e Inovação da Access Brasil em 21/08/2019 em Artigos

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), prevista para entrar em vigor em meados de 2020, foi sancionada no início de julho pelo presidente Jair Bolsonaro. Mas o veto a alguns dispositivos, como os direitos dos usuários quando objeto de decisões automatizadas, vem provocando discussões.

A nova redação da LGPD alterou as regras para a revisão de decisões automatizadas, como no caso de discordância na concessão de crédito a uma pessoa.

No texto aprovado anteriormente pelo Congresso, esse procedimento só poderia ser feito por pessoa natural, obrigação que foi excluída na redação final, sob alegação de que a regra prejudicaria a “análise de risco de crédito e novos modelos de negócios de instituições financeiras” e a partir de agora essa revisão também poderá ser realizada por sistemas automatizados.

Em entrevista à Agência Brasil, o advogado Renato Leite, especialista em privacidade de dados, questionou a exclusão da obrigação alegando que essa automatização, um novo sistema para revisar o outro sistema, implica em processos cada vez menos transparentes. “O titular continua sendo sujeito a processos discriminatórios e não terá possibilidade de auditar isso corretamente”, alega o advogado.

Mas o que acontece é exatamente o contrário. Com a robotização de processos, o serviço de formalização de contratos de crédito obedece às regras internas de cada negócio da instituição financeira, assim como as exigências legais que devem ser cumpridas em cada tipo de operação.

As regras para a concessão de financiamento de veículos, de crédito pessoal, consignado ou imobiliário, entre outras operações, são inseridas na base do sistema e posteriormente confrontadas com a documentação entregue por cada cliente. E instituições financeiras de renome no mercado sempre disponibilizam, de forma clara, essas regras, o que garante a transparência do processo.

Outra forma de garantir a transparência na avaliação das informações é ter o processo bem documentado e o algoritmo devidamente “treinado” para evitar discriminações, o que faz parte do escopo de sistemas desenvolvidos com tecnologias de última geração.

Vale lembrar que inicialmente um robô não toma decisões sobre informações. Algoritmos de Inteligência Artificial, aportados em um robô é que vão entregar novas capacidades ao processo.

Além disso, atendendo a outras normas da LGPD – a segurança dos dados – todas as informações são digitalizadas e armazenadas seguindo regras e políticas claras de segurança e de governança. Estejam armazenadas em ambientes cloud ou On Premise, as informações são protegidas por sistemas que impedem invasões e violações, e rígidas regras de acesso e de permissões. E também contam com a funcionalidade de controle de temporalidade, o que garante a sua destruição segura após o prazo de retenção dos dados previsto na lei.

 Benefícios da robotização de processos vão além das regras

Em mercados altamente competitivos, como é a regra atual, as empresas precisam focar no seu core business e buscar as melhores soluções para otimizar seus processos, ganhando agilidade e confiabilidade nos resultados.

Nesse cenário de negócio, não existe mais espaço para o modelo mecânico e manual de gestão em tarefas repetitivas como, por exemplo, a formalização de contratos no setor financeiro.

E os stakeholders, desenvolvedores e usuários, estão atentos a essa tendência, buscando inovadores serviços de BPO (Business Process Outsourcing – Terceirização de Processos de Negócio), customizados para atender as regras internas e política de crédito, por exemplo, de cada instituição (banco, lojista, empresa de seguro, entre outras), avaliando os dados históricos de cada cliente com total segurança.

Ao deixar de lado as tarefas repetitivas, a área financeira pode alocar as pessoas em funções mais estratégicas e gerenciais, que realmente gerem mais valor para o negócio e mais satisfação para os clientes.

Temos certeza de que o futuro das formalizações de contratos, entre outras tarefas repetitivas da área financeira, está na robotização de processos, que garante mais qualidade no serviço, transparência e segurança para as empresas e para os usuários, atendendo, entre outras, as normas da LGPD.

Postado por Carlos Alberto Ferraiuolo, Diretor de Tecnologia e Inovação da Access Brasil em 21/08/2019 em Artigos