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Como o coronavírus pode acelerar a transformação digital nas empresas

Postado por Marcio Tomelin, diretor de Produto e Mercado da WK Sistemas em 19/05/2020 em Artigos

O futurista americano Brian Solis diz que "a transformação digital não é sobre digital, é sobre pessoas". Em tempos de pandemia, ele não podia estar mais correto.

O atual cenário tem feito muitos empresários repensarem sobre seus modelos de negócio e tomarem decisões rapidamente para se adaptar, seja colocando toda a equipe para trabalhar de forma remota ou revisitando custos, fornecedores e buscando estratégias que gerem valor para os seus clientes.

Essas mudanças, que antes estavam sendo vistas apenas como uma tendência, hoje já são fatores cruciais para determinar quem vai fechar as portas e quem vai conseguir se manter. E para um país onde apenas 4% das empresas tratavam o assunto como prioridade e 24% não acreditavam na digitalização dos negócios como uma medida relevante (dados de uma pesquisa da International Data Corporation - IDC), essa vai ser uma lição aprendida a duras penas.

Segundo o Sebrae, pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas já fecharam as portas e 9 milhões de colaboradores foram demitidos por conta da crise do novo coronavírus. Esse é um dado extremamente preocupante, já que os pequenos negócios representam 99% das empresas no país.

Nesses momentos, os empreendedores precisam arregaçar as mangas e pensar em como inovar, encontrando soluções que reduzam seus custos e aumentem seus faturamentos.

A tecnologia é uma poderosa aliada neste momento, porque coloca à disposição dos pequenos empreendedores recursos que antes eram restritos às grandes corporações. As próprias redes sociais e aplicativos de entrega, por exemplo, dão novas possibilidades para pequenos negócios lucrarem mais com pouco investimento.

Os ERPs, softwares de gestão de empresa, são outro exemplo de tecnologia que estão ao alcance até dos microempresários. Ter um bom sistema que integra de forma inteligente todas as áreas do negócio traz um grande alívio para a rotina dos empreendedores, que muitas vezes ficam responsáveis por todas as funções burocráticas da empresa.

Existem boas opções no mercado com versões mais simples, que atendem de forma eficaz os menores empresários, e que ajudam a organizar os negócios de forma mais eficiente. Isso traz não só mais segurança para a empresa, como também diminui custos, previne possíveis problemas e traz mais agilidade no desempenho de tarefas.

Mas, assim como disse Solis, é importante ressaltar que a transformação digital não tem a ver apenas com tecnologia, que é um meio neste processo, e não o fim. A mudança também precisa vir no âmbito da cultura organizacional das empresas, na agilidade e modelo de gestão.

É hora de se reestruturar, reinventar e reconstruir seu negócio, sempre focando nesta nova economia digital. De acordo com  a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a transformação digital no Brasil deve movimentar cerca de R$250 bilhões até 2021.

A IDC também indicou que as organizações transformadas digitalmente vão gerar pelo menos 45% de suas receitas a partir dos modelos de negócio do "futuro comércio", e que muitos gestores não sabem ao certo como colocar essa modernização em prática. Mas a crise chegou e ela não vai esperar pelas empresas que não vão se movimentar.

Portanto, foque nas lições positivas, se reestruture, se reinvente. Agora é o momento de agir de forma rápida e assertiva, e se aliar à tecnologia para vencer esse período complicado

Postado por Marcio Tomelin, diretor de Produto e Mercado da WK Sistemas em 19/05/2020 em Artigos