Inteligência Artificial ajuda pacientes a identificarem risco para pré-diabetes via rede social
Postado por Redação em 20/01/2021 em Notícias TechParceria entre a Merck e Gyant vai permitir que a ferramenta possibilite uma pré-triagem sem que a pessoa necessite obrigatoriamente ir até um consultório médico
A Merck, especialista em ciência e tecnologia, anunciou que estabeleceu uma parceria com a Gyant, solução digital e de Inteligência Artificial (IA), para sistemas de saúde.
O objetivo é aumentar a conscientização sobre o pré-diabetes e realizar uma triagem nos pacientes para identificação de possíveis fatores de risco.
A ação se dará em formato de chatbot, alocado no Facebook da Gyant, com perguntas relacionadas a hábitos de vida e histórico familiar que permitem avaliar se o paciente tem potencial para desenvolver a condição. No final do bate-papo, os pacientes receberão informações gerais sobre a doença e aspectos relacionados.
A estimativa é que quase 15 milhões de brasileiros convivam com pré-diabetes no Brasil, condição que, se identificada, pode ser tratada e evitar uma evolução ao diabetes tipo 2.
“Esse é mais um esforço da Merck para conectar os pacientes a soluções para seus problemas. Por conta da pandemia do coronavírus, o paciente tem medo de ir até um consultório para fazer apenas uma consulta de rotina e isso pode acarretar em um atraso nos diagnósticos. Com o Gyant, é possível realizar uma triagem de casa mesmo, aumentar o diagnóstico precoce e tratar o pré-diabetes antes que ele traga mais complicações à saúde.”, afirmou Luiz Magno, diretor médico na Merck no Brasil.
O termo pré-diabetes é utilizado para definir a categoria de risco aumentado para o desenvolvimento do diabetes mellitus. A sua identificação é feita pela medição dos níveis de glicose no sangue (glicemia): quando estão mais altos do que o considerado normal, porém não o suficiente para estabelecer um diagnóstico de diabetes.
Estima-se que cerca de 70% dos indivíduos com glicemia de jejum alterada e/ou tolerância à glicose diminuída, quando não tratados, desenvolvem o diabetes mellitus tipo 2 (DM2).
Importante destacar que obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídeos estão no grupo de risco, e o tratamento do pré-diabetes é especialmente relevante por ser capaz de retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.