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Indicadores não são importantes, são fundamentais

Postado por Ana Paula Thesing, CMO da BIMachine em 28/09/2020 em Artigos

O que não se mede, não se pode gerenciar. Uma das máximas mais utilizadas no Marketing, originada nos estudos de sumidades da área, como Deming e Kaplan, é válida também, e de forma muito impactante, para projetos de BI.

Neste campo, os indicadores são reis, e precisam estar presentes, abundantes e, principalmente, claros, para guiar desde a implantação até a medição do desempenho do BI no alinhamento com os objetivos estratégicos da empresa.

Os indicadores certos, recebidos pelas pessoas designadas com a frequência correta, evitarão muitos transtornos. Afinal, ninguém quer saber que há gaps entre a estratégia comercial e de marketing e os resultados financeiros só quando estes já estiverem no negativo, certo?

Indicadores servem para evitar o “tarde demais”. Servem para antecipar possíveis impactos ao negócio a partir de diversas áreas analisadas. Servem para identificar e antever movimentos de mercado, ações da estratégia corporativa, adversidades dentro e fora da estrutura empresarial, enfim: permitem enxergar as oportunidades e as potenciais dores corporativas com uma antecedência saudável.

Para um gestor, acompanhar periodicamente todos os campos do negócio permitirá ter insights sobre oportunidades a aproveitar, ações a designar, decisões a tomar, gaps a corrigir. 

Possibilitará, ainda, antever pontos de fragilidade dos processos e da estratégia de negócio, transcrevendo em índices o que vai bem e o que vai mal. E, mais importante: como usufruir do primeiro e consertar o segundo. Indicadores medem, medições indicam, e o trocadilho é muito bem-vindo a negócios que pretendem manter uma curva de crescimento a despeito de problemas que, sem dúvida, aparecerão para qualquer empresa. 

A medição de desempenho não existe unicamente para identificar tais problemas, mas principalmente para dar tempo aos gestores para saná-los, antes que o estrago causado às operações e resultados seja irreversível. Ela não existe somente para delatar eventuais riscos e gargalos em processos, mas também para dar ao comando da empresa e de cada área o poder do conhecimento para gerir e empregar soluções.

Os indicadores são sintomáticos. É por eles que a empresa detectará uma febre antes que se torne uma infecção generalizada, digamos assim. É com base neles que eventuais gaps serão solucionados antes de causar paradas, que tendências serão detectadas a tempo de serem lidas e aproveitadas para a expansão dos resultados, que cenários serão antevistos para preparar a estratégia certa a levar a empresa por meio deles de forma bem-sucedida.

Falar em indicadores é falar em potencialidades. É falar em poder ao gestor. Mais do que simples números, são vetores da transformação, que indicarão o caminho a tomar ou a evitar para o sucesso do negócio. 

Em projetos de BI, indicadores são aqueles que agregarão valor às métricas, ajudando a transformar números brutos em leituras de situações específicas.

O BI irá coletar dados de diversas fontes (ERP, fluxo de caixa, demonstrativos de exercícios, lançamentos contábeis, cadastros, sistemas diversos, etc) e entregar, ao invés de um número puro, relatórios de desempenho, KPIs (Key Performance Indicator), e isso permitirá obter uma leitura dos dados brutos no contexto da operação e do cenário de mercado. Isso, sim, é análise para tomada de decisão.

Os indicadores de BI propiciam um raio-X da situação atual e das potencialidades, positivas e negativas, do negócio. É por meio deles que a empresa compreenderá se está no caminho certo ou se há manobras a fazer para corrigir o percurso, bem como quando e onde aplicar tais guinadas.

Indicadores são guias. E, portanto, indispensáveis. 

 

 

Postado por Ana Paula Thesing, CMO da BIMachine em 28/09/2020 em Artigos