Os 6 princípios da Indústria 4.0

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industria artigo portalerp 546434Administração em tempo real, virtualização, descentralização, orientação a serviço, modularidade e interoperabilidade são os pilares para ingressar neste novo mundo.

Diversas pesquisas tentam estimar o impacto da Indústria 4.0 para a economia brasileira – uma delas, da Accenture, prevê uma influência no Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 39 bilhões até 2030. A fim de implantar um chão de fábrica que, de fato, esteja dentro dos critérios da nova indústria, é preciso levar em conta seis princípios específicos.

Vale ressaltar que todos os critérios pensados para a Indústria 4.0 exigem uma ferramenta ou um sistema capaz de gerir todas as informações e o conhecimento gerado a partir desse processo. 

1. Capacidade em Tempo Real

A possibilidade de acompanhar a produção em tempo real é algo fundamental neste quesito. A soma de Internet das Coisas, uso dos dados empresariais e de um sistema de gestão eficiente faz com que os gestores possam efetivamente acompanhar o processo naquele momento e abre a possibilidade de fazer ajustes com a tomada de decisões de reflexo imediato.

2. Orientação a Serviço

Trata-se de um conceito para os softwares, que visa que as aplicações usadas sejam disponibilizadas como uma espécie de serviço. As vantagens estão em padronizar métodos e processos específicos, fazendo com que as práticas implementadas pela empresa sejam seguidas.

3. Modularidade

Planejar a manufatura em módulos, fazendo com que a indústria possa se planejar de acordo com a demanda – prevendo a sazonabilidade do negócio – e permitindo a realização de apenas uma ou mais etapas da produção. Dessa forma, pode-se criar novos mercados, deixando de vender o produto completo, mas apenas uma parte dele. Ou mesmo apostar na personalização de itens.

4. Descentralização

O gestor poderá estabelecer critérios específicos para o acompanhamento do sistema de gestão. No entanto, além de receber as orientações, as máquinas passam a fornecer mais informações sobre o seu ciclo de trabalho. Dessa forma, consegue-se ter a real noção dos custos, da capacidade utilizada, da ociosidade, entre outros aspectos.

5. Interoperabilidade

Uma comunicação constante entre os responsáveis pela produção e as máquinas usadas no processo, a partir de qualquer dispositivo e de qualquer lugar. Isso tudo é possível graças à Internet das Coisas e a um sistema de gestão que possa ser configurado para enviar alertas aos gestores a partir de padrões específicos.

6. Virtualização

Prevê a instalação de sensores em todos os processos das fábricas, fazendo com que as informações sejam compiladas. Será preciso investir em uma equipe capacitada em analytics de modo que os dados extraídos se tornem um diferencial para o processo produtivo empresarial, ganhando diferenciais em relação aos concorrentes.

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David Pereira é VP de Product Engineering na Sage Brasil.


Formado em Processamento de Dados pelo Mackenzie, com especialização em Administração de Empresas pela FGV-SP e Executive MBA pela BSP/Universidade de Toronto, David Pereira é atualmente VP de Product Engineering na Sage Brasil. Dentro dos seus mais de 20 anos de experiência em cargos executivos, possui projetos premiados de implementação de ERP e e-business, planejamento estratégico, governança de TI e melhoria de processos utilizando boas práticas. Certificado em ITIL, COBIT e ISO 20.000, tem projetos nos EUA, Europa, México e países da América Latina.

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