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57% dos estabelecimentos de saúde usam nuvem, mas integração alcança só 27%

Dados da TIC Saúde 2025 mostram avanço da computação em nuvem, enquanto interoperabilidade, segurança de dados e conexão entre plataformas ainda desafiam clínicas e hospitais

Redação Portal ERP
24 de jul. de 2026
T|Fonte:18px
2 min de leitura
57% dos estabelecimentos de saúde usam nuvem, mas integração alcança só 27%

A computação em nuvem já é usada por 57% dos estabelecimentos de saúde brasileiros para armazenar arquivos ou banco de dados. Apesar deste avanço, apenas 27% possuem sistemas eletrônicos com interoperabilidade, segundo a TIC Saúde 2025, produzida pelo Cetic.br.

Os números mostram que digitalizar informações não significa, necessariamente, conseguir compartilhá-las. Prontuários eletrônicos, exames, prescrições e históricos clínicos podem permanecer isolados quando hospitais, clínicas, laboratórios e outros serviços utilizam plataformas que não se comunicam.

O armazenamento em nuvem aparece em 65% dos estabelecimentos privados e em 48% dos públicos. Além disso, 38% das unidades já contratam capacidade de processamento em nuvem, percentual que chega a 45% no setor privado.

De acordo com o blog de Conclínica, especializado no assunto, a comparação entre dados em nuvem e servidores locais envolve fatores como acesso remoto, custos de manutenção da infraestrutura e proteção das informações conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O modelo em nuvem permite acessar sistemas fora da estrutura física da clínica, mas exige atenção à segurança, disponibilidade e controle de acesso.

Com isso, os softwares para gestão de clínicas passam a reunir prontuário eletrônico, agenda médica, faturamento e informações administrativas em um mesmo ambiente. A centralização pode reduzir o uso de planilhas e programas separados, mas não garante que a plataforma consiga trocar dados com laboratórios, hospitais ou serviços públicos.

Interoperabilidade vai além da conexão

A interoperabilidade não consiste apenas no envio de informações entre sistemas. As plataformas também precisam compreender a estrutura e o significado dos dados compartilhados, para que diagnósticos, resultados de exames e registros clínicos sejam interpretados da mesma maneira.

Ainda, existem padrões como HL7 e FHIR, utilizados para organizar a troca de dados de saúde. A Rede Nacional de Dados em Saúde também adota o FHIR em suas interfaces de integração, o que facilita o compartilhamento padronizado entre diferentes serviços.

Quando essa comunicação funciona, resultados laboratoriais podem ser enviados diretamente ao prontuário eletrônico, prescrições podem chegar às farmácias e informações de telemedicina podem ser incorporadas ao histórico do paciente. A integração também pode reduzir repetição de exames, falhas de prescrição e retrabalho das equipes.

Os desafios não são apenas tecnológicos. Custos de implantação, sistemas antigos, resistência das equipes, treinamento profissional e definição de regras para o compartilhamento também interferem no avanço da interoperabilidade. Controles de acesso, criptografia, registros de auditoria e políticas de retenção são necessários para proteger dados de saúde considerados sensíveis pela LGPD.

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