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Como empresas conseguiram se sobressair à crise de suprimentos causada pela pandemia do Covid-19

Desde 11 de março de 2020 estamos vivenciando uma das maiores crises mundiais causada pela pandemia do novo coronavírus, a qual atingiu todos os setores da sociedade, assim como todos os setores das empresas.

Mas o que essa crise pode nos ensinar?

 

Em 2007, foi publicado no periódico do Clinical Microbiology Reviews o artigo Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus as an Agent of Emerging and Reemerging Infection, o qual afirmava que “a presença de um grande reservatório de vírus SARS-Corona em morcegos-ferradura, juntamente com a cultura de comer mamíferos exóticos no sul da China”, era uma bomba-relógio.

 

Anos depois, Bill Gates participou de uma palestra na plataforma Ted Talks, com o tema: O próximo surto? Não estamos preparados.

"Quando eu era criança, o desastre que mais temíamos era uma guerra nuclear. Hoje, o maior risco de catástrofe global não se parece com uma bomba, mas sim com um vírus”, disse Gates, prevendo em 2015, o que vivemos hoje.

 

No Brasil, em 2018, tivemos a greve dos caminhoneiros, a qual nos deu uma pequena prévia do problema que a falta de abastecimento de inúmeros produtos pode causar. Analisando esses três fatos que antecederam a pandemia, percebe-se que tivemos oportunidades de pensar em estratégias e alternativas. Poderia ter sido diferente? Sim, poderia.

 

A crise atual causou muitas mudanças, acelerou processos e acarretou em reflexão e construção de novos métodos e soluções para os negócios. Alguns setores necessitaram colocar em prática, o mais rápido possível, novas estratégias. Este foi o caso da cadeia de suprimentos, uma das áreas mais afetadas pela crise.

 

De acordo com a pesquisa Real-time Intelligence and the Future of Supply Chains, dois em cada cinco entrevistados disseram que a cadeia de suprimentos de sua empresa não conseguiu lidar com o auge da crise.

 

Um exemplo disso foram as empresas de álcool em gel que, com o uso repentino e obrigatório do produto, se viram sobrecarregadas. E, mesmo com o aumento de suas produções, deixaram o item faltar nas prateleiras de todo o Brasil.

 

A falta de insumos no mercado também comprometeu o atendimento de pacientes com COVID-19 e demais enfermidades. Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH), realizado no segundo semestre de 2020, apontou que os hospitais tiveram que lidar nos primeiros meses de pandemia com a crise de escassez.

 

A SBRAFH entrevistou 731 farmacêuticos responsáveis pela gestão de suprimentos hospitalares de todas as regiões do Brasil, dos quais 87% relataram ruptura de estoque de suprimentos durante a pandemia e 65% dos profissionais evidenciaram a falta de perspectiva para garantir a continuidade da prestação de serviços nos próximos três meses daquele período.

 

Além de impactar diretamente na vida dos pacientes, essa crise de suprimentos também afetou a saúde financeira dos hospitais, visto que medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais correspondem a 30% das despesas hospitalares, o custo só é superado pelo gasto com a equipe médica. Por isso, otimizar a gestão de suprimentos foi fundamental para a sobrevivência dos hospitais durante a crise.

 

Visto que a cadeia de suprimentos incorpora uma ordem de operações, como a seleção de fornecedores, aquisição, recebimento, armazenamento, distribuição, consumo e descarte final de resíduos, como os hospitais e as demais empresas conseguiram adaptar e suprir as demandas desse período, de forma rápida e assertiva?

 

Bem, a pesquisa Real-time Intelligence and the Future of Supply Chains revelou que cerca de 83% dos líderes executivos se tornaram mais conscientes dos riscos da cadeia de suprimentos, como escassez de matéria-prima, paralisações de fabricação ou bloqueios de transporte, com a chegada da crise causada pela pandemia.

 

Ainda de acordo com o estudo, a pandemia despertou a preocupação das empresas com relação à velocidade, agilidade e inovação, como forma de lidar com imprevistos. O relatório diz que: “Construir resiliência e sustentabilidade nas cadeias de suprimentos por meio da digitalização e insights de dados em tempo real é uma prioridade para as estratégias de transformação e é essencial para a sobrevivência de muitas empresas”.

Por isso, 50% das empresas entrevistadas disseram que estão analisando e revisando suas estratégias, uma das transformações em destaque é a automação. O estudo mostra que 42% das empresas estão usando automação para gerenciar riscos e esse número deve dobrar nos próximos dois anos. Uma outra pesquisa financiada pelo Capgemini Research Institute, realizada com 400 executivos em 11 países, aponta que 60% dos entrevistados dizem que irão investir mais na digitalização das suas cadeias.

 

No Brasil, um bom exemplo disso é o Carrefour, que em 2020 divulgou ter realizado um investimento de R$ 227 milhões em TI e inovação. O objetivo era reconfigurar a sua cadeia de suprimentos, para que fosse possível suprir as novas demandas provocadas pelas mudanças drásticas no comportamento de compra dos consumidores. Entre a reconfiguração ocorrida na empresa, a mudança que se destaca é a dos algoritmos de seu ERP, o qual passou a ser abastecido com dados de outras áreas, como a de relacionamento com o cliente com o objetivo de captar as movimentações. Esses dados foram utilizados para o aperfeiçoamento das rotinas de estoque e abastecimento.

 

O compartilhamento de dados e as tendências dos provedores de insumos, também foram foco da mudança na empresa. De acordo com Marcelo Lopes, diretor de supply chain do Carrefour, após a implementação das mudanças, os produtores, como Unilever, Nestlé e os fornecedores regionais, puderam acessar por meio do portal do fornecedor, informações relevantes para uma gestão mais adequada da sua produção. Isso facilitou tanto os esforços dos produtores quanto do Carrefour, visto que puderam traçar novas estratégias e prazos com base em dados.

 

O grupo GPA, do qual as marcas Extra e Pão de Açúcar fazem parte, também investiu em tecnologia com foco em suprir as vendas on-line, as quais triplicaram de 2 milhões em 2019 para 6 milhões em 2020.

 

O diretor executivo de logística do GPA, Marcelo Arantes, destaca que entre as melhorias tecnológicas está o aperfeiçoamento do software de gestão dos centros de distribuição e uso de inteligência artificial em processos de toda a cadeia, a fim de acelerar as tomadas de decisão.

 

A pandemia e a crise ainda não acabaram, mas devido ao rápido desenvolvimento tecnológico do último ano, percebemos o quanto os softwares de gestão podem ajudar na persistência de uma empresa, além de garantir o abastecimento da sociedade.

 

Com o uso dos ERPs as empresas conectaram o seu compliance, fornecedores, distribuidores e produtores, alcançando eficiência, autonomia e sobrevivência diante da crise. A cadeia de suprimentos cresce conforme as linhas de produção se tornam mais ágeis, econômicas e eficientes. A partir de agora, o ritmo do desenvolvimento será ditado pela tecnologia, temos uma grande oportunidade de aperfeiçoar as produções e gerar novos negócios.

 

Por fim, o que a crise de suprimentos causada pela pandemia do Covid-19 tem a nos ensinar é que devemos utilizar das novas ferramentas tecnológicas, a fim de estarmos preparados para possíveis imprevistos, além disso, traçar estratégias de produção, aquisição, recebimento, armazenamento, distribuição, consumo e descarte final de resíduos, mais eficazes e sustentáveis. Isso garantirá a rentabilidade da sua empresa e um ciclo saudável dos negócios.