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Você será data driven. Só não sabe disso ainda

Postado por Douglas Scheibler, CEO da BIMachine em 21/05/2020 em Artigos

Mais do que um termo da moda, data driven é uma realidade para muitas empresas. E, em breve, será uma realidade para todas elas pelo menos, para todas as que quiserem se manter competitivas.

Negócios orientados ou guiados por dados têm melhor potencial de aproveitar as informações para alimentar estratégias, embasar decisões e direcionar ações assertivas, que tragam, efetivamente, resultados positivos.  

Em suma, ser data driven é usar a captação de dados, seja de clientes, parceiros, fornecedores, mercado e etc, para criar soluções que levem processos de todas as áreas,  produção, comercial, controladoria, pós-venda, marketing e outras, a um estado embasado em inteligência estratégica capaz de alavancar ações e gerar uma gestão geral mais robusta, com o pilar das métricas e indicadores para acompanhar, ponto a ponto, tempo a tempo, o quadro real do negócio, os patamares que podem ser atingidos e o que fazer para chegar neles.

Não à toa, muitos já se deram conta disso: dados do Gartner indicam que 86% dos executivos das maiores empresas do mundo colocam os dados e estratégia de analytics como prioridade em seus negócios para os próximos anos.

Outro estudo, da McKinsey, mostra que as companhias que ainda não realizaram estas mudanças correm o risco de ficarem para trás, dada a entrada de novos competidores do mercado, que já contam com o analytics em seu DNA e rapidamente estão crescendo no mercado.

Contudo, esta mudança de paradigmas passa também por um processo cultural, que transforma processos e os profissionais de toda organização. Vivemos a criação de um novo modelo de trabalho em que os dados estão ao alcance de todos, e as decisões são estruturadas em cima deste "mar" de informação que as empresas geram e coletam todos os dias.

As empresas que têm sucesso em sua estratégia data-driven sustentam uma cultura colaborativa, focada no compartilhamento de informações e em resultados. Seus líderes confiam nos dados e são movidos por um princípio de governança operacional. Por sua vez, as ferramentas tecnológicas têm a responsabilidade de garantir a qualidade dos dados, assim como entregar um analytics sólido e ágil.

De acordo com a McKinsey, os ganhos desta transformação são inegáveis: segundo pesquisa de 2018, realizada junto a empresas que adotaram práticas data-driven, 41% delas descobriram novas fontes de dados úteis para a organização, que nem eram conhecidas. Além disso, 40% dos negócios aperfeiçoaram seu core business com base em decisões orientadas por dados.

E aí, convencido sobre como adotar uma cultura data-driven pode revolucionar sua empresa? Agora precisa de algumas dicas para começar? Deixa que a gente te ajuda, com alguns passos (e elementos) importantes:

1) Pessoas

 É necessário que existam pessoas especializadas no assunto dentro da empresa, afinal, é um assunto complexo. As empresas devem apostar na contratação de um CDO (Chief Data Officer), um dos mais importantes para implementação dessa mudança. Além dele, é necessário ter dentro das empresas mais perfis como o cientista de dados (trabalha na união entre matemática, negócios e sistemas de informação).

A chave para uma cultura data-driven efetiva é o relacionamento: crie um ambiente de colaboração e comunicação entre as equipes de negócio e o time de TI, para que todos se alinhem em favor do mesmo objetivo: criar melhores processos de negócio.

2) Processos

A principal operação das empresas data driven é o trabalho integrado dos dados obtidos. Traduzindo: isso significa que as informações não são armazenadas individualmente para cada funcionário, e sim disponibilizadas na nuvem para todos da empresa, agilizando o processo por um todo.

3) Dados

É o pilar que sustenta toda a estratégia. Sem dados organizados, acessíveis e consolidados, seu plano de ser data-driven pode começar com o pé esquerdo. Estabeleça mecanismos sólidos de integração e utilize ferramentas robustas para que todos os colaboradores tenham acesso aos mesmos dados, se possível em tempo real.

4) Autonomia

Do marketing às vendas, até o chão da fábrica, cada time de sua empresa precisa de ferramentas ágeis para acessar os dados de forma simplificada e que faça sentido para seu departamento. Para isso, conte com ferramentas tecnológicas que tragam painéis altamente informativos (dashboards) e customizáveis, empreguem recursos de automação e inteligência como machine learning, e sejam também capazes de mostrar "cenários" a partir dos dados, criando contextos e narrativas para a melhor tomada de decisão. Criar uma estratégia data-driven consiste em colocar mais poder na mão de seu colaborador, sustentando suas decisões com dados.

5) Tecnologia

À medida que as empresas amadurecem do ponto de vista de analytics, contar com uma plataforma robusta que sustente esta transformação é essencial. A estratégia depende de uma solução que fortaleça esta colaboração e torne mais fáceis as atribuições de cada funcionário. Contar com a tecnologia certa impacta desde os processos diários de análise como também na governança destes dados, o que é fundamental para a sustentabilidade do negócio a longo prazo. É por essa e por outras que ter o parceiro tecnológico certo conta muito.

Começar o processo de jornada a uma cultura data-driven pode ser intimidador - é uma mudança e tanto para qualquer negócio. Entretanto, nunca existiram tantas oportunidades para você conhecer a fundo a sua empresa, criando modelos em que a gestão dela pode ser mais precisa e eficiente. Bastar dar os primeiros passos.

Então, você está pronto para se tornar uma empresa data driven?
Postado por Douglas Scheibler, CEO da BIMachine em 21/05/2020 em Artigos