Encontre aqui seu Software

Busca simples


Busca Avançada

Qual sua Maturidade de Gestão?

Postado por Décio Moreno em 05/07/2017 em Artigos

maturidadegestao artigoportalerp 34908576Quando falamos em maturidade logo imaginamos algo que já esteja ?pronto? para determinada situação.

Um produto para ir às prateleiras, uma empresa para abraçar um novo mercado, um profissional para assumir o papel de líder, por aí em diante.

Desde cedo, em casa, aprendemos que é com a maturidade que se conquistam benefícios, não é mesmo? O da confiança, da liberdade, das escolhas. Mas o que isso tem a ver com gestão?

Em resumo, ser maduro é ter conseguido vivenciar uma série de experiências significativas ao longo da vida, tornando-se assim mais preparado para enfrentar os problemas do dia a dia. Uma empresa com maturidade é aquela que tem know-how e agilidade para se ajustar ao mercado tanto interna, como externamente.

De forma geral, existem quatro níveis de maturidade de um negócio. Para começar, vamos falar das STARTUPS, empresas ainda em estágio inicial, mas com grande potencial. Elas têm uma visão imediatista, com ações que precisam se converter o mais rápido possível em dinheiro para manter o negócio ativo. Sua condição financeira está intimamente ligada à do seu proprietário. A prioridade é manter-se em funcionamento, atrair pessoas de talento e investimento, impulsionando o crescimento do negócio.

Em segundo lugar vêm as EMERGENTES. Essas são empresas mais sólidas no mercado, com mais recursos financeiros. Suas ações comerciais são de curto prazo. Normalmente, estão focadas no desenvolvimento dos produtos e serviços oferecidos, não deixando de melhorar seus processos internos. A retenção das pessoas de talento é primordial para seu crescimento.

No terceiro estágio, aparecem as empresas EM EXPANSÃO. Estas já têm suas finanças separadas das de seu fundador, suas preocupações estão mais focadas em otimização de processos, transparência e rapidez nas respostas. Sua visão é de médio prazo e os investimentos passam a ser mais abrangentes, não só na atividade fim do negócio (ex.: RH, TI, CRM).

Por último, vêm as MADURAS. Como o próprio nome indica, este é o nível mais elevado que uma empresa pode atingir. A visão é de longo prazo e os investimentos passam a ser direcionados para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços. Neste caso, as preocupações, além das anteriores, têm a ver com planejamento estratégico, gestão de riscos e inovação. Se é aqui que você se identifica, parabéns! Sua empresa chegou lá!

Só cuidado para não se iludir! Maturidade não tem a ver com lucratividade, quantidade de clientes ou tempo de vida da empresa, mas sim quanto se consegue obter de aprendizado em cada negócio efetuado. Um conceito que não é fácil de incorporar, mas que no final vale muito a pena! Ter maturidade traz para sua empresa uma série de vantagens, como melhoria das relações com seus stakeholders, maior aproveitamento das oportunidades do mercado, melhor preparo para possíveis ameaças, entre muitas outras.

No Brasil, a FNQ (Fundação Nacional da Qualidade) criou um modelo de excelência de gestão com o objetivo de auxiliar empresas que buscam ampliar e atualizar seus conhecimentos na área da gestão organizacional, onde indica alguns itens básicos para ter excelência e maturidade na gestão. Um deles é compreender que a organização é um sistema vivo, integrante de um ecossistema complexo, com o qual interage e do qual depende. Outro, gerar valor para todos os integrantes da cadeia, numa relação de interdependência e cooperação. Finalmente, a recomendação é que se tenha qualidade na interação com o seu ecossistema, velocidade de aprendizado e capacidade de adaptação diante de novos cenários imprevistos e incontroláveis.

Não é exatamente uma receita pronta, mas junto com a adoção de melhores práticas do mercado e soluções que possibilitem tornar reais essas recomendações, é um importante começo para quem quer chegar no topo e atingir a excelência.

Postado por Décio Moreno em 05/07/2017 em Artigos