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Coronavírus: Pesquisa aponta crescimento no e-commerce

Postado por Redação em 22/04/2020 em Notícias Tech

2ª onda de estudo Kantar revelou que o número de pessoas que aumentaram compras online subiu de 19% para 34%

O que os brasileiros esperam das marcas, durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus? 

Com quase 60% da população escolhendo o isolamento social, uma segunda onda de entrevistas da Kantar, para o estudo Barômetro COVID-19, mostrou que muitos consumidores querem que as marcas tenham um impacto social maior e já estão migrando seu consumo para o digital, o que exige um preparo das empresas para um e-commerce mais robusto.

A pesquisa, realizada online, contou com a participação de 500 brasileiros com 18 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março (primeira onda) e 27 e 31 de março (segunda onda) de 2020.

A versão completa conta com 17 questionamentos sobre hábitos dos entrevistados relacionados à pandemia. Ele foi feito em 30 mercados com mais de 25 mil consumidores. Entre os temas abordados estão: atitudes dos consumidores; hábitos de mídia; hábitos de viagem; impacto nos comportamentos de compra online e off-line; e expectativas em relação às marcas.

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De acordo com a segunda onda do Barômetro COVID-19 da Kantar, em tempos de crise, os brasileiros esperam que as empresas sejam mais do que funcionais. 28% dos brasileiros esperam que as marcas sejam práticas e realistas e ajudem os consumidores no dia a dia (21% na semana anterior). Já 25% deles querem que elas sirvam de exemplo e sejam guias para a mudança (constante nas duas semanas).

“Para atingir esses objetivos, é necessário evoluir o propósito de marca para abraçar o impacto humano e social, além de adaptar sua comunicação para essa nova realidade.”, afirma Valkiria Garré, CEO de Insights da Kantar Brasil.

Mais compras no online, menos idas às lojas físicas

Já com relação a presença digital, o estudo apontou que alguns hábitos que estavam se desenvolvendo a passos mais lentos, foram acelerados com esse processo,  por necessidade, e devem permanecer e fazer parte do “novo normal”, como, por exemplo, o uso de podcasts, shopvertising e o e-commerce.

Na segunda onda do Barômetro COVID-19, por exemplo, foi possível confirmar o crescimento das compras online no período de crise: o número de pessoas que aumentaram compras online subiu de 19% para 34%. Enquanto isso, o de pessoas que diminuíram compras em lojas físicas subiu de 32% para 46%.

“Isso demanda que as empresas sejam rápidas na disponibilidade e sortimento em um primeiro momento e, depois, conseguir escalonar a operação e entrega para acompanhar o crescimento de pedidos.”, afirmou Valkiria.

O mesmo estudo também mostrou que 72% dos consumidores compram online para economizar tempo e 71% acreditam que o e-commerce é mais conveniente do que ir a lojas físicas. Muitos brasileiros usaram o período de pandemia para fazer suas primeiras compras online:

  • 17% alimentos e bebidas
  • 15% remédios sem prescrição médica
  • 12% cosméticos e produtos de cuidado pessoal
  • 12% serviços
  • 8% roupas e acessórios
  • 7% eletrônicos

* Índice de Isolamento Social da In Loco em parceria com a Universidade de São Paulo (USP)

Postado por Redação em 22/04/2020 em Notícias Tech