Portal ERP
PGM | Artigos | TOPO
VoltarAutomação de Processos

Maturidade digital aparece no que a empresa consegue medir após automatizar

Ecosistemas Global aponta que velocidade e volume não bastam para avaliar uma automação; retrabalho, exceções, falhas e riscos também precisam entrar nos indicadores

Redação Portal ERP
28 de jul. de 2026
T|Fonte:18px
3 min de leitura
Maturidade digital aparece no que a empresa consegue medir após automatizar

Rodrigo Cabot, Gerente de Desenvolvimento de Negócios, Alianças e Estratégia Tecnológica da Ecosistemas Global

A automação pode reduzir o tempo de uma atividade e, ao mesmo tempo, aumentar o número de exceções que precisam ser tratadas manualmente. Também pode acelerar uma etapa sem eliminar gargalos nas fases seguintes ou gerar resultados que exigem conferências e correções frequentes. Nesses casos, considerar apenas velocidade ou volume cria uma visão incompleta do impacto da tecnologia.

“Uma automação não pode ser considerada bem-sucedida apenas porque executa uma tarefa mais rapidamente. É preciso observar se ela reduziu o problema que justificou o projeto, se o resultado se mantém ao longo do tempo e se surgiram novas exceções ou riscos para a operação. A medição é o que permite transformar implementação tecnológica em aprendizado para a empresa”, afirma Rodrigo Cabot, Gerente de Desenvolvimento de Negócios, Alianças e Estratégia Tecnológica da Ecosistemas Global.

O Relatório de Tendências em Automação Inteligente 2026, elaborado pela companhia, aponta que as organizações mais avançadas automatizam processos de ponta a ponta, integram inteligência artificial (IA), dados e automação, mensuram o impacto no negócio e mantêm a tecnologia alinhada à estratégia. O estudo também alerta que automatizar fluxos ineficientes não reduz custos, mas amplia problemas já existentes.

A dificuldade de acompanhar os resultados também aparece no Índice de Transformação Digital Brasil 2025, elaborado pela PwC Brasil e pela Fundação Dom Cabral. No estudo, a existência de indicadores de sucesso para projetos de transformação digital recebeu nota média de 3,1, em uma escala de 1 a 6. O resultado indica que, mesmo com o avanço da adoção tecnológica, estruturar critérios para avaliar seus efeitos ainda é um ponto frágil nas organizações.

Nesse acompanhamento, a produtividade é uma das métricas mais imediatas: “Indica se a companhia passou a produzir mais com os mesmos recursos ou a executar uma atividade em menos tempo”, explica Rodrigo Cabot. “A eficiência mostra se essa melhora veio acompanhada de menor consumo de recursos, menos etapas e melhor aproveitamento da operação. Já o time-to-market, ou tempo necessário para colocar um produto, serviço ou melhoria no mercado, ajuda a verificar se a tecnologia realmente acelerou a capacidade de resposta do negócio”, completa.

O relatório da Ecosistemas Global também relaciona a automação inteligente à liberação de fluxo de caixa. Na prática, esse indicador permite avaliar se a redução de custos ou de esforço operacional gerou recursos que podem ser direcionados a outras prioridades da empresa. A competitividade, por sua vez, é uma medida mais ampla, envolve a capacidade de responder mais rapidamente ao mercado, adaptar processos e sustentar ganhos ao longo do tempo.

Esses indicadores precisam ser complementados por métricas ligadas ao funcionamento cotidiano da solução. Entre elas estão a quantidade de erros e retrabalhos, o volume de exceções que continuam dependendo de intervenção humana, a estabilidade da tecnologia e seu efeito sobre as etapas seguintes.

“Os parâmetros, portanto, não devem aparecer apenas no relatório final do projeto. Eles precisam fazer parte do funcionamento da solução, permitindo que as equipes acompanhem desvios, investiguem causas e atualizem o processo conforme novas necessidades surgem”, conclui o executivo.

Compartilhar:

Redação Portal ERP

Equipe Editorial

A equipe editorial do Portal ERP traz as principais notícias e análises sobre tecnologia e gestão empresarial.