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Dados da TI revelam que 77% das empresas já sofreram com incidentes de segurança e que integração gera economia de até 30%

Novas informações do setor mostram que empresas estão descompassadas nos avanços tecnológicos e inseguras digitalmente, além de enfrentarem retrabalho sistêmico

Redação Portal ERP
14 de jul. de 2026
T|Fonte:18px
4 min de leitura
Dados da TI revelam que 77% das empresas já sofreram com incidentes de segurança e que integração gera economia de até 30%

A DMK3, integradora digital e especialista em cibersegurança para o setor público e privado, a partir de relatórios oficiais de suas parceiras SolarWinds, Sangfor e Kaspersky, realizou uma análise inédita do ambiente de Tecnologia da Informação corporativa.

As informações, de início, já expõem um contraste crítico: enquanto a adoção de plataformas integradas pode elevar a produtividade operacional em até 40% e economizar mais de 30% dos custos com ferramentas redundantes, a maioria das empresas segue operando em modo reativo diante de incidentes cibernéticos e resiste culturalmente às mudanças necessárias. 

Os dados ainda revelam oportunidades imediatas de eficiência para líderes de TI, CIOs e lideranças, mas também acendem um alerta sobre a maturidade da governança e preparo dos negócios para o presente e futuro da tecnologia no trabalho. 

Produtividade e economia: potenciais já mensuráveis

Considerando as informações da SolarWinds, o uso de uma plataforma unificada de monitoramento, abrangendo redes, servidores, aplicações e ambientes virtualizados, gera um aumento médio de produtividade operacional de 20% a 40% nas equipes de TI. Essa centralização reduz o tempo gasto com coleta manual de informações e diagnóstico de incidentes, substituindo-os por alertas automatizados e dashboards consolidados.

Em complemento, a consolidação tecnológica elimina redundâncias financeiras, com a adoção de plataformas especializadas gerando uma economia de 15% a 30% (SolarWinds) nos custos com licenciamento e infraestrutura de monitoramento. Já em ambientes hiperconvergentes, a economia com storage, rede e computação atinge entre 20% e 40%, com impacto direto na redução de hardware e ferramentas de gerenciamento.

“Os números comprovam que a integração não é apenas um discurso de eficiência, mas uma alavanca financeira real. Empresas que simplificam seu monitoramento e infraestrutura reduzem custos operacionais e liberam tempo das equipes para iniciativas estratégicas”, avalia Mirella Kurata, fundadora e CEO da DMK3.

Segurança cibernética: o abismo entre o risco e o preparo

A análise também expõe uma vulnerabilidade preocupante na outra ponta do ecossistema digital. Dados globais da Kaspersky indicam que 77% das empresas já sofreram pelo menos um incidente de segurança após expandirem sua infraestrutura tecnológica. 

Além disso, a média é de 2 incidentes críticos por dia, detectados por centros de operações de segurança (SOC), equivalem a aproximadamente 730 ocorrências de alta severidade por ano, algo que tem tendência de crescer com o aumento da digitalização, já considerada inevitável pelo setor. 

Porém, o preparo institucional não está acompanhando o volume de ameaças. Apenas 31% das organizações possuem, hoje, um plano formal de resposta a incidentes de segurança. A maioria das empresas, portanto, ainda opera na lógica de contenção emergencial, e não de prevenção planejada.

“Esses indicadores mostram que o crescimento digital, quando não acompanhado por maturidade de segurança e governança, amplia a superfície de risco. Ter um plano formal de resposta não é mais um diferencial, é uma questão de sobrevivência operacional”, destaca Mirella.

A cultura que leva ao retrabalho 

No centro do dilema está um fator frequentemente negligenciado pelas lideranças: o custo humano e processual da ineficiência. Segundo o IT Trends Report da SolarWinds, 53% das empresas enfrentam retrabalho recorrente devido a falhas sistêmicas ou fluxos ineficientes. Mais da metade dos profissionais de TI relatam atrasos na resolução de incidentes justamente pela repetição de atividades técnicas mal estruturadas.

Esses dados se conectam a três outras descobertas qualitativas:

  • A área operacional/administrativa é a que mais resiste a mudanças digitais, por receio de alteração de rotinas consolidadas;

  • O maior receio da liderança ao investir em tecnologia é não obter retorno claro sobre o investimento (ROI);

  • A estratégia digital ainda não está plenamente alinhada ao planejamento financeiro da maioria das empresas.

Ou seja, a raiz do problema não está na falta de ferramentas, mas no desalinhamento entre expectativa de resultado, cultura organizacional e orçamento. A transformação digital começa, então, com a implementação da governança integrada, e não apenas com aquisição de tecnologia.

Conhecer e planejar vai além das reuniões e exige especialistas

Com os indicadores reunidos pela DMK3, traça-se um roteiro claro para CIOs e tomadores de decisão, em que consolidar infraestruturas e monitoramento leva a ganhos de produtividade e economia. Paralelamente, precisa-se institucionalizar a resposta a incidentes para proteger esse novo ambiente digital.

Não basta acionar a TI no momento de adquirir ou instalar equipamentos e softwares. O time precisa estar na mesa onde a decisão acontece e ser consultado e ter sua expertise validada dentro do negócio.  

“Sem um plano que integre eficiência operacional, segurança cibernética e mudança cultural, atrelado ao planejamento financeiro, as organizações correm o risco de crescer de forma produtiva, porém, vulnerável e ineficiente”, reforça Mirella Kurata. “Por isso, é importante estar atualizado e atento, além de ter ao seu lado parceiros, empresas e serviços que irão te impulsionar nesse processo”, conclui.

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